o que leva uma artista bilionária, há sete anos afastada dos palcos, a subir numa plataforma flutuante para se apresentar novamente em um show transmitido para 120 milhões de pessoas ao vivo?
um filho.
depois de recusar por anos o convite de se apresentar no intervalo do super bowl, rihanna encontrou no pós-parto (e grávida pela segunda vez) o momento certo para o retorno.
é saber que você pode fazer qualquer coisa, até mesmo coisas que parecem as mais loucas, como: 'vou dizer sim ao super bowl no meio do pós-parto? que diabos eu estou pensando?' mas, você fica empolgada pelo desafio porque você sabe o que seu corpo acabou de fazer. é uma sensação de 'nada é impossível'
a entrevista de rihanna para vogue britânica é cheia de declarações potentes como essa.
e como é importante uma mulher, com o alcance que ela tem, pautar esse assunto.
a vida muda muito com a maternidade - até a da rihanna! das roupas às prioridades de vida, tudo precisa ser reajustado. mas, o portal que a gente atravessa desperta nossas potencialidades. e ao contrário do que prega a cultura ocidental e patriarcal, depois de ser mãe a gente pode muito mais coisa do que podia antes.
a gente acessa o maior poder de todos: o da criação. em todos os sentidos.
ser casa dentro. gestar. parir.
ser casa fora. maternar. gerir.
quem faz isso pode, literalmente, fazer qualquer coisa. e tem motivação suficiente para isso.
criar um jovem negro é uma das responsabilidades mais assustadoras da vida. você fica tipo, ‘o que estou deixando para os meus filhos? este é o planeta em que eles vão viver?' todas essas coisas realmente começam a bater de forma diferente
é isso mesmo, riri.
as habilidades comportamentais e competências subjetivas (as chamadas soft skills) que a gente desenvolve depois da maternidade são imensuráveis - e é isso que mantém a roda desse mundo girando.
sem romantizar. não é um trabalho fácil, muito pelo contrário. se a rihanna, bilionária, com toda a rede de apoio e conforto que o dinheiro acessa, admite a exaustão, imagina a mulher da periferia, sem carteira assinada, nem plano de saúde.
o desafio é fazer com que tudo isso seja reconhecido e valorizado. um movimento que começa por nós, mulheres. especialmente as que têm privilégio de acesso a locais de decisão. é preciso apoiar outras mulheres e parar de reproduzir esse pensamento tacanho de que a mãe está limitada ou produz menos.
a gente pode mais e melhor em todos os aspectos. o que não significa que conseguimos tudo sozinha.
mas, isso é assunto pra outro artigo. na verdade, é assunto pra livro :)
e vem aí! (com Gabi Kopko e outras mães potentes!)
#potenciamaterna
#rihanna #voguemagazine #maternidade
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